Do outro lado do binóculo

Eu aqui maravilhado com uvas como rufete, marufa, jaén, como até ontem estive com negrette, pugnitello, primitivo, rabigato e alicante buchet. E ele lá, escondido atrás da Serra da Estrela sonhando com syrah e sangiovese.

Pudera, eu estou num centro comprador, tudo que vem de vários pontos me atinge de modo tanto aleatório quanto no centro das atividades estiver. Se eu fosse o Cabral que recebe importadores não sei quantos por dia, estaria mais informado, se eu fosse um consumidor comum, estaria menos.

Conheço as uvas internacionais, sei de sua aptidão a se dar bem. Mesmo no Brasil, depois de uma onda – no meu entender injustificável a favor da merlot e apenas dela – sabemos que a cabernet franc vai bem, que a teroldego também, que tem gente fazendo pinot com qualidade, para não falar da moscatel, da riesling itálico, da tannat, da tempranillo etc.

Quero, preciso, desejo conhecer o que não conheço, coisas como as que são produzidas com louvor entre o meio de Portugal e os fins da Espanha. Sinto que lá eu me sinto bem!

O produtor não, fartou-se de conhecer o que não conheço, quer saber o que já sei. Faça sua lição de casa, produtor, só não me deixe na mão.

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